Rose Meusburger - gestora cultural, empreendedora, palestrante, administradora no terceiro setor

ENTENDENDO A ECONOMIA CRIATIVA

Há uma confusão grande com relação ao tema Economia Criativa. Afinal o que é a economia tem a ver com criatividade? Cultura e Economia Criativa são a mesma coisa?

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) em seu Relatório de Economia Criativa de 2013 colocam que a ECONOMIA CRIATIVA é uma força poderosa e transformadora nos dias de hoje porque além do crescimento ela é também uma das áreas mais rentáveis em termos de geração de renda, empregos e exportação.

A riqueza nos dias de hoje está centrada na criatividade e inovação tanto individual como coletiva.

Economia Criativa é um termo criado na Austrália e que nomeia uma série de segmentos que tem como base o conhecimento ou capital intelectual para gerar trabalho, renda e impulsionar desenvolvimento local, regional ou mesmo nacional.

O foco da Economia Criativa está centrado no potencial do indivíduo ou do coletivo que produz bens e serviços criativos. Como muitas das atividades executadas nessa economia criativa são intangíveis - isto é, não tem muito como medir, surgem as dúvidas. E como boa parte da atividades vem dos setores da cultura, moda, design, música, artesanato, há a confusão de que Economia Criativa seria sinônimo de cultura. E não é!

Boa parte dos trabalhos realizados e que fomentam a economia criativa vem de setores como tecnologia, inovação, desenvolvimento de software, jogos eletrônicos. Aqui podemos dizer que mesmo os equipamentos que usamos nos dias de hoje são confeccionados a partir de um desenvolvimento que usou essencialmente a criatividade para melhorar, inovar ou mesmo resolver um problema.

Se a TV, o rádio, o cinema e a fotografia também são setores da economia criativa podemos incluir aqui tudo o que for produzido para a TV, para o rádio, o cinema e incluímos aqui também os conteúdos para internet!

Você já parou para pensar se o que você faz está dentro dessa tal Economia Criativa? Artistas de qualquer segmento, desenvolvedores nos segmentos da tecnologia da informação, engenheiros, ambientalistas, turismólogos, costureiras e cozinheiros estão produzindo com base em seus conhecimentos e movimentando a economia. Todos fazem parte da Economia Criativa.

Se levarmos em consideração que nos dias de hoje não existem mais empregos em grandes empresas e segundo as estatísticas é a pequena e média empresa que empregam e movem a economia, podemos então deduzir que toda a economia criativa está centrada em pequenos e médios negócios.

Mesmo as grandes empresas estão se reinventando e criando produtos para atenderem de forma personalizada o seu cliente.

Economia Criativa é muito ampla e eu costumo resumir como sendo todo e qualquer empreendimento que tenha como mola propulsora a criatividade e a inovação e que tenha a capacidade de provocar qualquer tipo de desenvolvimento.

Segundo Ana Carla Fonseca - “A economia criativa abrange todo o ambiente de negócios que existe em torno da indústria criativa, aquela baseada em bens e serviços criativos”.



000webhost logo